Ontem, esperando por minha esposa duramte sua consulta médica, me deparei com uma edição passada da revista American Scientist.  Desde que me formei da Pace University com meu BS em Biochemistry, eu raramente leio algo científico e procuro mais por revistas relacionadas a programação e computadores.  De qualquer forma, o primeiro artigo, “Gauss’s Day of Reckoning� por Brian Hayes prendeu a minha atenção:

In the 1780s a provincial German schoolmaster gave his class the tedious assignment of summing the first 100 integers. The teacher’s aim was to keep the kids quiet for half an hour, but one young pupil almost immediately produced an answer: 1 + 2 + 3 + … + 98 + 99 + 100 = 5,050. The smart aleck was Carl Friedrich Gauss, who would go on to join the short list of candidates for greatest mathematician ever. Gauss was not a calculating prodigy who added up all those numbers in his head. He had a deeper insight: If you “fold� the series of numbers in the middle and add them in pairs�1 + 100, 2 + 99, 3 + 98, and so on�all the pairs sum to 101. There are 50 such pairs, and so the grand total is simply 50×101. The more general formula, for a list of consecutive numbers from 1 through n, is n(n + 1)/2.

Ou seja, Carl F. Glauss tinha apenas 7 anos de idade quando seu professor de matemática, tentando arrumar um pouco de tempo para si mesmo, pediu para a sua classe interia para somar todos os números na série de 1 à 100.  Para seu espanto (o professor), Carl F. Gauss terminou este “exercício” em questão de segundos!  Agora, eu conheci alguns garotos “prodígios” na minha infância, alguns deles capazes de proezas até mesmo similares à mencionada acima.  Mas o artigo vai um pouco mais a fundo em sua infância, onde ele supostamente teria corrigido um erro matemático em uma equação de seu pai, isso quando ele tinha somente três anos de idade!!!  Eu simplesmente não consigo imaginar nenhumas das crianças de 3 anos que eu conheci ou vi na minha vida, capaz de tal proeza.  Na história, eu já li sobre compositores famosos que escreveram sinfonias inteiras com 4 anos de idade, ou capazes de recitar Homer “de cabeça” enquanto dançando a macarena!  Bem, talvez não este último exemplo, mas creio que você me entendeu. :) Eu me lembro de quando tinha 5 anos… e creio que posso vagamente me lembrar de um ou dois eventos de quando eu tinha 3 anos… e vou te falar uma coisa, eu não me lembro de ter feito nada fora do ordinário, como brincando na areia, brincando com outros garotos da minha idade, e assistindo muito desenho animado.  Houve também muita aprendizagem, mas na maioria das vezes em uma só direção, onde meus pais me ensinavam tudo sobre o mundo ao meu redor, e eu tentando absorver o máximo que minha atenção juvenil me permitia.  :) Tudo isso me fez indagar se todo esse “progressoâ€Â? que nós temos experimentado desde aqueles dias distantes foi realmente beneficial.  Em uma sociedade que “aprendeâ€Â? e “socializaâ€Â? via a internet, televisão, e parafernália eletrônica, como podemos realmente aprender a descobrir o mundo sem interferências?


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